quarta-feira, 29 de junho de 2011

Frente fria.

Sei lá, é uma escuridão. Não tem um motivo exato, é um cansar de tudo, de todos, de oxigênio. Já me consumi, me contorci na cama pra remoer todos os restos que encotrei no chão, sob a voz rouca que soprava a minha dor, como se tivesse sendo tirada de dentro de mim, para que eu mesma a ouvisse. Vem de muito interno, só eu sei, na verdade, não sei.. eu sinto. Não quero que as pessoas me olhem só pra dizer que eu tenho tudo pra ser feliz, disso eu já estou ciente, não preciso que ninguém me diga. Na verdade, não preciso ouvir ninguém! Silêncio. É isso que eu quero, mas não é simplismente não ter barulho, eu desejo o silêncio da minha alma, a quietação. Aceito apenas aquele barulhinho do mar no fim de tarde, só ele me faz esquecer do frio.. que não vem da brisa, e sim do meu iceberg central. Porém, o mar está tão longe, a paz me pareçe inalcansável.. e o frio? Nem se toda a Terra pegasse fogo ia desaparecer. Pelo menos, não agora, quando ele derreter, se ele derreter, vai ser devagar e dolorido, eu sei que vai. Eu espero. Vou sobreviver, vou continuar respirando, tomando banho e arriscar enfiar alguma coisa goela abaixo. Enquanto isso não passa, você me dá alguma razão, consigo sorrir de vedade quando estou com você, e só tenho que te agradeçer. Agora, o resto? Não me intereça o que pensam, cuidem da própia vida, que nem isso vocês fazem direito. Pra ser mais clara, vão se fuder. Me deixem, só isso, não quero conversar.. deixem que eu mesma aqueça o frio, só eu consigo, pareçe pedir demais? Silêncio, só isso, silêncio.

O que se espanta é que aqui não tem se deseja morrer, mas perdeu-se a vontade de viver. O velho dilema: respirar por respirar.

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